Bolsonaro ignora Covid-19 e pede fim de confinamento

Na noite desta terça-feira, 24, o presidente Jair Bolsonaro, fez um pronunciamento sobre a pandemia do Covid -19. Bolsonaro criticou, em rede nacional de televisão, o pedido para que todos aqueles que possam fiquem em casa. Na verdade, o discurso do presidente, foi mais um episódio contrastante, quem esperava por parte do presidente um alinhamento na norma de conduta e posicionamento no combate ao coronavírus , semelhante as atitudes adotadas pelas autoridades de outros países, se frustrou.

Mais uma vez é um discurso vazio e sem nexo, Bolsonaro atacou a imprensa e tratou o Covid-19 sem a devida atenção necessária. Antes, ao contrário, desdenhou do vírus o classificando como uma “gripizinha” qualquer.

Mostrando total despreparo, quaisquer habilidade para lidar com o assunto de forma séria e real, o presidente menosprezou o atual momento, ignorando totalmente a gravidade que nos envolve. Num ato de exaltação pessoal afirmou que, se tal gripe o pega-se, tendo em vista seu “histórico de atleta, tiraria de letra”.

Irresponsável, contrariando especialistas, o presidente pede o fim da quarentena. Procurado para saber a atitude que tomaria mediante a tais afirmações, o Ministério da Saúde disse que não vai se posicionar quanto as declarações de Bolsonaro.

Bolsonaro ignora Covid-19 e pede fim de quarentena

Bolsonaro ignora Covid-19 e pede fim de quarentena
Bolsonaro ignora Covid-19 e pede fim de quarentena

Enquanto Jair Bolsonaro, esboça atitudes incoerentes e imprópria para como um líder de uma nação e incentiva a volta da população as ruas, na manhã desta quarta-feira, 25, em Porto Alegre, foi registrado a primeira morte causada pela “gripizinha” rotulada pelo presidente.

A vítima foi uma mulher de 91 anos que estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Moinhos de Vento.

No pronunciamento, Bolsonaro, procurando justificar-se e querendo contornar os erros de seu governo, tentou jogar a culpa na imprensa. Ele disse que, “os veículos de comunicação espalharam “pavor” e provocaram “histeria” no país”.

“Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão. Espalharam exatamente a sensação de pavor, tendo como carro-chefe o anúncio do grande número de vítimas na Itália. Um país com grande numero de idosos e com o clima totalmente diferente do nosso. O cenário perfeito, potencializado pela mídia, para que uma verdadeira histeria se espalhasse pelo nosso país”, afirmou.

Demonstrando insatisfação com a gestão do atual governo, durante e depois do pronunciamento de Bolsonaro, houve panelaço em várias capitais do Brasil.

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