Produção de Veículos registra queda em fevereiro

Está em queda a produção de veículo no Brasil, a retração , segundo a associação das montadoras, a Anfavea, foi de 20,8% em fevereiro.

A entidade informou que nesta sexta-feira(06), que um f total de 204.197 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus foram produzidos no mês, os números acabou ficando abaixo das 257.939 unidades do mesmo período do ano passado. especialista argumentam que, mesmo ainda sem reflexo na indústria automotiva, o coronavírus pode representar um risco para a produção nos próximos meses.

Luiz Carlos Morares, presidente da Anfavea, diante dos números apresentados sobre a queda de produção de veículos, se mantém otimista. segundo ele, os dados apresentados representam um acumulo menor se comparado com 2019; “Produção está dentro do esperado. É menor que o acumulado de 2019 basicamente pelo carnaval, que em 2019 foi em março”, disse.

Produção de Veículos registra queda

Produção de Veículos registra queda
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No entanto, o acumulado de 395.928 unidades que até o momento foram produzidas, a queda na indústria automotiva chega aos 13,4%, quando comparado ao mesmo período do ano que passou. Nesse mesmo período em 2019, o setor já tinha produzido 457.084 unidades, em janeiro e fevereiro.

mantendo o timismo, o presidente da entidade, espera crescimento para o próximo semestre do ano, “esperamos um 2 º semestre melhor, como aconteceu nos últimos anos”.

Outro agravante, são as exportações que também seguem em ritmo de queda no ano. A quantidade de veículos que são exportados para fora do País, caiu 7% em relação ao mesmo mês de fevereiro do ano passado. Ao todo foram produzidas um total de 37.677 unidades em fevereiro deste ano, contra 40.510 no mesmo mês de 2019.

Por fim, o acumulado, o volume está 11,2% menor. “As dificuldades são as mesmas. Argentina, México, Colômbia e Chile estão em queda. Exportação continua sendo um desafio para o setor”, disse Moraes.

Produção de Veículos registra quedaA culpa é do coronavírus?

O coronavírus, mesmo que ainda não tenha uma forte “opressão” no Brasil, medidas de prevenção contra proliferação do vírus, pode provocar paralisações nos próximos meses. “Temos estoque reserva de peças para continuar produzindo para as próximas semanas, mas também tem risco”, disse Moraes. “Todas as montadoras estão monitorando. Tem risco de parada na produção no fim de março, em abril? Sim.”

Porém, as montadoras automobilísticas descartam a possibilidade de uma parada generalizada, mas sim pode a ver em casos pontuais. “Supondo que alguma montadora possa parar, a gente recupera no mês seguido. A gente consegue reajustar, diferente do setor de serviço. Podemos produzir mais no outro mês, semana”, afirmou Moraes.

Outro culpado pela quda na produção, segundo Moraes é a alta continua do dólar, os picos na bolsa acima do normal afeta diretamente o setor. “Alguma coisa precisa ser feita, está com muito barulho em brasília. A associação das montadoras calcula que, se o dólar se mantiver no patamar atual, acarretará um gasto de US$ 8 bilhões a mais para as montadoras (no custo de importações). “Seria um custo de R$ 2,6 mil por carro” – afirmou Moraes, sem dizer se isso seria repassado totalmente ao consumidor.

O presidente da associação das montadoras também questionou a situação atual dos juros. Moraes disse que a taxa de juros para o consumidor final (CDC) começou a subir neste ano.

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